Dança

Escola de Ballet Pless une solidariedade e balé em um mesmo ato

Escola de dança celebra uma década com o espetáculo Gala Pless e presenteia a Beneficência Portuguesa com a renda do evento

Foto: Jean Coll - Especial - DP - Alunos da Escola, Sophia Alexis, Bruna Azambuja (C) e Viccenzo Motta apresentam solos na noite deste sábado


A Escola de Ballet Pless completa uma década de atividades, data que será celebrada neste sábado (20) com uma gala muito especial. No palco do Teatro Sicredi, professores e mais de 50 bailarinos vão mostrar um pouco do que desenvolvem quando o assunto é a arte da dança e, além da celebração, unem-se para também tornar este um ato solidário em benefício do hospital Beneficência Portuguesa. A ação vai doar toda a renda arrecadada à entidade, contribuindo com os usuários da instituição. Na programação duas apresentações, às 18h30min e às 20h30min.

Os fundadores da Pless, Diego Chame Porciuncula e Jean Coll, contam que a iniciativa foi construída juntamente com uma aluna, a psiquiatra Júlia Frio, esposa do presidente da Beneficência. Numa conversa informal, sobre a possibilidade de se realizar uma apresentação comemorativa ao 10º ano, Júlia sugeriu que o espetáculo fosse em favor do hospital. “A gente abraçou essa causa porque acreditamos que a arte precisa se expandir”, comenta Coll, ao lembrar que o evento só foi possível pela união de esforços dos apoiadores. O espetáculo tem ainda o patrocínio master do Sicredi.

“Pensamos em duas sessões em função de o teatro ter uma capacidade menor, ele tem 400 lugares. Então como o evento é 100% beneficente, nossa ideia é arrecadar uma maior quantidade de fundos para ser entregue à Beneficência”, explica Diego Chame. As duas sessões terão o mesmo programa.

Para as duas apresentações, os diretores pinçaram cenas de diferentes espetáculos da escola, que completou 10 anos no dia 18 de março. “Pegamos os melhores momentos e agregamos coreografias novas e alguns trechos coreográficos de espetáculos antigos, como Dom Quixote. É um pout-pourri, um rearranjo bem orquestrado para a gente poder levar o melhor do que construímos nestes dez anos na Escola”, comenta Porciuncula.

A montagem também levou em conta o público variado que os organizadores esperam. Porciuncula comenta que provavelmente, por ser um evento beneficente, a plateia terá a presença de pessoas que não estão acostumadas a espetáculos de balé. “Nossa intenção é encantar ao máximo. Então a gente trabalhou um programa bem diverso, com uma riqueza visual, sonora, com estilos diferentes, para que se torne o mais atrativo e dinâmico para todas as pessoas que estiverem assistindo”, fala.

A intenção é que seja encantador para todos, uma noite mágica. Para Jean Coll o espetáculo é também uma forma de contribuir para a formação de plateia. “A arte tem que vazar por mais caminhos”, analisa.

Novos protagonistas
Seguindo a filosofia da escola de descobrir, incentivar e valorizar os novos talentos, os diretores escolheram novos rostos para protagonizarem a gala. “A preparação de bailarinos demora bastante tempo, então a gente chega com novas gerações neste espetáculo também. É o que mostra o nosso trabalho”, fala Porciuncula.

Entre os rostos novos que terão destaque nesta gala estão os pequenos bailarinos Sophia Alexis, 8, e Viccenzo Motta, 11, que vão fazer o primeiro solo da dupla, além de dançarem à frente do grupo infantil. “E na semana que vem vamos a Porto Alegre participar de um festival, no qual eles vão dançar com o grupo infantil e apresentar os solos, é a primeira viagem do grupo infantil”, conta orgulhoso o professor Diego Porciuncula.

Outro destaque da noite será a bailarina Bruna Azambuja, 22, que fará uma variação do terceiro ato de Dom Quixote, interpretando a personagem principal, Kitri. A Pless já levou ao público o primeiro ato deste balé de repertório e esta é a estreia deste trecho da obra.

Apoio bem-vindo
O presidente, Carlos Rajão Frio, lembra que a Beneficência Portuguesa é uma entidade filantrópica e que dedica 60% do atendimento hospitalar aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a pandemia esse suporte chegou a 80% dos atendimentos. “Todos sabem que a saúde, no Brasil inteiro, está na UTI. Há uma grande dificuldade de se manter qualquer hospital, principalmente os filantrópicos, então a gente precisa de todo e qualquer recurso que venha. Qualquer valor é bem-vindo.”

Segundo o presidente, em geral os valores oriundos de ações como essa, são destinados às alas SUS, a parte que mais necessita. “Justamente para a gente revitalizar a área SUS, a que precisa mais e que a gente não tem o recurso necessário”, fala.

Os recursos extras que chegam são utilizados para pequenos consertos e compra de equipamentos. Carlos Frio comenta ainda que o Grupo de Apoio da Beneficência promove muitas atividades ajudando a custear, por exemplo, a reposição de itens como os lençóis. “O que ajuda bastante o hospital, tira esse custo diretamente da entidade e a comunidade ajuda os mais carentes, que são muitos dos usuários do SUS.”

Desta vez, o objetivo é de que com o valor arrecadado com a Gala Pless - Ato Solidário possa ser comprado o equipamento chamado cardioversor portátil, usado para reverter paradas cardíacas. “Quanto mais tiver no hospital melhor e dependendo do que for arrecadado, a gente pode comprar outros equipamentos que couberem no orçamento”, comenta.

Além de viabilizar um recurso extraordinário, o mandatário vê em eventos como esse uma forma de dar conhecimento à comunidade e sensibilizar as pessoas das reais necessidades da Beneficência. “Recebemos poucas ajudas. A gente tem que buscar o auxílio e essa é uma forma de fazer um chamamento para a comunidade de que todos os hospitais precisam de ajuda.”

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